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Leandro Oliva se emociona na Final do FENAPO 2009
10h00: Coordeno a entrega de alimentos, roupas, materiais de higiene pessoal e limpeza, cobertores, enfim, 3.000 itens arrecadados em campanha para os desabrigados do incêndio em uma das favelas do Jaguaré. Estou numa Kombi com dois ajudantes.
15h00: Ensaio cenas do espetáculo Cidade-Caos com os atores. Jovens. 16 a 21 anos. Burgueses se comparados com aqueles do cenário onde me encontrava pela manhã.
18h30min: Trânsito. Tensão. Preocupação. Há horário. Há início. Há começo. Abertura. Era 20 de outubro. Data de início do FENAPO 2009. Higienópolis, av. Pacaembu, av. Dr. Arnaldo, telefono: eu não vou chegar, estou há 1h10 dentro do carro, te esperamos! Cerro Corá, cemitério da Lapa, tudo congestionado, vejo a noite cair à frente do pára-brisa do carro. Parque Vilallobos à minha esquerda, ponte, av. Jaguaré, av. dos Autonomistas, shopping Continental, antes vejo a linha pintada no chão, a divisa entre São Paulo e Osasco, começo a entrar em outro lugar. Um shopping mais recente à minha direita, o Teatro Municipal à minha esquerda, Carrefour, Wal Mart, carros, radares eletrônicos de velocidade, sei que estou quase chegando, passo por baixo do viaduto, a prefeitura, cheguei.
20h45min: Adentro a sala de espetáculos do Espaço Cultural Grande Otelo, onde pisei pela primeira vez há dois anos atrás quando já fui bem recebido por um cordial, afetuoso e receptivo aperto de mão, seguido de um terno abraço com um olhar de quem vive e estuda o mundo com prazer e com um sorriso de quem comemora a cada dia o viver. Era Elíabe. E agora ele estava ali, em minha frente, para oficializar a abertura de uma noite que, para mim, ainda não teve fim.
20h55min: Ocupo uma das poltronas do corpo de jurados. Estou mais calmo. Respirei. Estou pronto. Pronto para o que viria. E assim foi. Ao abrir a cortina naquele instante, não tinha dimensão de que embarcaria em uma viagem de seis dias, em um universo de sonhos, fantasias, toques de realidade, devaneios, momentos de loucura, tristezas, alegrias, lágrimas e sorrisos.
*20h57min: Era ainda 20 de outubro de 2009. O tempo párou. Párou para mim e, talvez, para muitos. Ou passou rápido demais. Que tempo foi esse? Real? Imaginário? Atores, atrizes, declamadores, encenadores, performers, jovens, adultos, homens e mulheres foram os responsáveis pelo meu embarque nesta odisséia. Lembro-me apenas que tudo começou em uma noite com a seguinte manchete: A indiferença de um corpo no chão. Foi Jeff Félix que me trouxe esta noticia, seguido de Shirley Gomes que perguntava “Quem são?” e encontrava eco em Vivian Galvão que indagava “Quem somos nós?”. Tamires, Letícia e Weslley acalmaram esta tormenta com o amor de Guilherme de Almeida e Drummond. Assim, Elias Cruz pode concluir que ser diferente depende apenas dele, é isso, ele tem razão: que ironia é entender que tudo o que digo descreve o meu ser e que ser diferente depende de mim. É mais uma das lições que a vida me ensinou. Aqui lembro-me com saudade da emoção, da força e da vitória de Ana Kamilla. Vitória de correr atrás de seu sonho. Vitória minha de poder presenciar o desabrochar desta flor. Uma flor que cresce como se fugisse ao meu controle, já não tenho escolha, o coração dispara, o pensamento não pára. Não, o que estou dizendo? Não são palavras minhas estas. Ouço Dani Leite ao longe a declamar. Mas afinal o que será poesia? Sr. Jonas, por favor, me responda, me ajude. Onde estou? Onde estou neste sonho? Que dia é hoje? Tudo começou em 20 de outubro.
Vejo-me na África, na Índia, em…, em 19…, aqui o tempo não importa. Alguns nomes me vêem a mente, Alexandre Bojar, Francisco Camarotto, Milena, Érica, José Daniel Veloso, Gabrielle, Paulo Sérgio. Agora estou numa casa vazia. Que noite mais comprida desde que nasci. Viajando parado. Sabrina da Paixão. Drummond. Novamente. Abajur. Luz. Foco. Serão memórias de um manicômio? Júlia, Vitor, Maria, paredes brancas, eu estive lá com eles, mas também não me recordo dos enfermeiros. Lembro-me apenas de dizer Qualquer coisa a gente faz outra coisa! Um romance, uma estória indiana, uma canção para os fonemas da alegria, uma quinta dançante ou plantamos um pé de poesia no fundo do quintal ou um girassol para esperar a primavera! O que importava era simplesmente o amor. Princesas, miragens, danças, ritmos, cores, roupas, tintas, água, pétalas de rosas, imagens, sons, música, sensações. Uma riqueza, um pulsar, a arte em ebulição.
25 de outubro de 2009. (Olha no relógio e fala a hora exata) …horas. Vejo com mais clareza agora. Foi muito forte, foi muito emocionante, momentos marcantes. Haviam pessoas que tiravam fotos, muitas aplaudiam, eu tinha ao meu lado durante todo este tempo dois grandes parceiros. Meus irmãos? Minha família? Edu, Vivi. Tantos risos, tanta cumplicidade, tanta sintonia. Estávamos ali, numa sala, com cadeiras, um palco, muitas pessoas, muitos semblantes, uma cortina vermelha que naquele instante em que me sentei do dia 20 de outubro de 2009 se abriu. Era mais um FENAPO que se iniciava. A única certeza que tenho é que só verei esta cortina se fechar hoje, 25 de outubro de 2009, quando todos vocês me trazem de volta, de volta desta odisséia. A cada um de vocês, dos participantes, do público, do júri e do espaço Cultural Grande Otelo: Muito obrigado! Este momento, minha estreia no FENAPO, ficará eternamente guardado em minha lembrança e em meu coração.
Leandro Oliva.
(Escrito na madrugada do dia 25 de outubro de 2009. Finalizado às 05h01.)
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FENAPO no Correio Paulista
Osasco, Sexta – Feira, 30 de Outubro
FENAPO, uma festa de talentos no Grande Otelo
Semana passada, Osasco viveu sob o signo dos aplausos, das vocações artísticas, do amor à poesia, sejam elas declamadas, encenadas, em vídeo ou em fotografia. E tudo por conta da 10ª edição do FENAPO (Festival de Poesias….) que apresentado por Eliabe Vicente, Nicéia Rodrigues e Guina Vitória (em dias intercalados), revelou talentos e evidenciou o amor maior por essas performances culturais. O evento, que contou como jurados Vivian Avellar, Leandro Oliva e este articulista, foi apresentado de 20 a 25 de outubro, apostou na diversidade cultural, mostrando os efeitos poéticos de nomes como Jonas Torquato Neto ( e seu texto “O Que Será Poesia?”) Paulo Sérgio ( e a emocionante “Casa Vazia”), Sabrina da Paixão interpretando “Noturno”, de Carlos Drummond de Andrade, Obsessão, escrita por Denilson Bento, na voz de Danny Leite e tantos outros. A 10ª edição do FENAPO também mostrou a performance genial de Alexandre Bojar em “África”, destacando agora suas indignações com o racismo, com essa questão da escravidão, com esse mundo que intitulam de “derrotados”, mas se a gente for ver é dos grandes vitorisosos. Bojar, que no ano passado, performatizou “A Lua Que Menstrua”, de Elisa Lucinda, apaixonou o público novamente, mostrando talento e genialidade na compreensão do seu texto, da sua ótica artística. E o que falar de Elias da Rocha da Cruz, que com seu texto “Imprudente” colocou o público para pensar na união entre o universo dos trens e a própria jornada da vida? O mundo marginal foi o tema de Jeff Brito, que fez questão de construir o seu tipo como um sombra, aquela figura que ninguém nota, que ninguém percebe, mas que está ali sempre em volta do cotidiano, agregado a ele, a esse dia dia tão contundente, tão singular. Jeff deu voz a tudo isso, pontuando a sensibilidade do texto “A Indiferença de um Corpo no Chão”. Foram tantas histórias, tantas poesias declamadas vindas do imaginários de poetas conhecidos ou não, que o talento redesenhou começos e novas histórias. Na poesia encenada, foi difícil não se envolver com a profundidade de “Memórias de um Manicômio”, interpretado pelo grupo “Qualquer Coisa a Gente faz outra Coisa”. Os atores mostraram coerência em um texto difícil, denso e cheio de questionamentos. Não caíram nas caricaturas de loucos e deixaram o público hipnotizado durante a encenação. Outro momento que eternizou a 10ª FENAPO foi a performance de “Primavera”, com o “Grupo Girassol de Teatro”. E ali o público se deliciou com as atuações dos atores completamente entregues a essa estética chaplianiana, de elegia ao amor, ao tempo e a tudo que remete ao verbete felicidade. Com essas imagens, ganhadores de tantos prêmios, a 10ª edição do FENAPO pontuou que Osasco é um celeiro de cultura, de revelações de artístas, de gente apaixonada pelo universo literário, tão bem entendido por Marili Alexandre e seu grupo de estudos “Pé de Poesia”, que através de apresentações e encenações mostra que existe sim uma abertura para quem acredita no poder transformador da arte, da cultura. Isso sem contar com a apresentação de “Canção para os Fonemas da Alegria”, um jogo cênico fascinante, unindo brincadeiras com o corpo e jogos com máscaras faciais. Como se vê, a cidade, no próximo ano, se prepara a “11º edição do FENAPO, que já faz parte do calendário oficial da cidade, e que continue assim ,sempre abrindo espaços e promovendo mais um capítulo da arte na Região Oeste. (ED)
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Vencedores FENAPO 2009 – Você em Cena!
Categoria Encenada e Declamada – Premio Especial do Juri:
Revelação Declamador(a) – Ana Karina
Melhor Conjunto (Grupo) – Grupo Girassol
Melhor trabalho de Expressão Corporal através da poesia: Guilherme Maciel
Categoria Declamada
1º AlexandreBojar
2º Jeff Felix
3º Sabrina da Paixão
Indicados:
Dani Leite
Shirley Gomes
Categoria Encenada
1º Lugar: Memórias deum Manicômio – Grupo Qualquer Coisa a Gente faz Outra Coisa
2º Lugar: Primavera – Grupo Girassol
3º Lugar: Canção para os Fonemas da Alegria – Grupo Eufórric@s
Indicado:
Simplesmente Amor – Grupo Paralelepído
Cenário:
Memórias de um Manicônio – Grupo Qualquer Coisa aGente Faz Outra Coisa
Indicados:
O Romance – Grupo The Sicrets
Yama – Grupo Ter Ato Cor Ação
Figurino:
Memórias de um Manicônio – Grupo Qualquer Coisa aGente Faz Outra Coisa
Indicados:
Principes desencantados – Grupo Pé de Poesia
Yama – Ter Ato Cor Ação
Maquiagem:
Primavera – Grupo Girassol
Indicados:
Simplesmente Amor – Grupo Paralelepído
Yama – Grupo Ter Ato Cor Ação
Sonoplástia:
Primavera – Grupo Girassol
Indicados:
Principes desencantados – Grupo Pé de Poesia
Memórias de um Manicônio – Grupo Qualquer Coisa aGente Faz Outra Coisa
Atriz:
Isis Rodrigues – Grupo Qualquer Coisa a Gente Faz Outra Coisa
Indicadas:
Tabata Iori – Grupo Qualquer Coisa a Gente Faz Outra Coisa
Veruska Meira – Grupo Girassol
Ator:
A-X Nunes – Grupo Girassol
Indicados:
Diego – Grupo Girassol
Guilherme Maciel – Grupo Qualquer Coisa a Gente Faz Outra Coisa
Direção:
Memórias de um Manicônio – Grupo Qualquer Coisa aGente Faz Outra Coisa
Indicados:
Primavera – Grupo Girassol
Canção para os Fonemas da Alegria – Grupo Eufórric@s
Categoria Escrita Adulto:
1º Lugar – Silêncio – Vera Lucia Godói
2º Lugar – Palavras – Drielly Almeida
3º Lugar – Coliri e o Falcão – Jonas Torquato
Categoria Escrita Juvenil:
1º Lugar – Desabafo das Rosas despetaladas – Guilherme Maciel
2º Lugar – Aquarios – Guilherme Mazzi
3º Lugar – Estrada Imaginária -
Categoria Video Poesia:
1º Lugar – Joana Viaja Com Joan – André Monteiro
2º Lugar – Amém – Matheus Bonassa
3º Lugar – Silêncio na multidão – Rafael Brandão
Foto Poesia
1º Lugar – Três Canticos de Neruda – Rafael Monteiro de oliveira
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Perfil de Marina Franco
Continuando com a divulgação do perfil dos jurados, agora é avez de Marina Franco, jurada das Categorias Video e Foto Poesia. Veja o texto que ela publicou sobre sua visão do FENAPO. Vamos ver?
Para entender como se sustentam as estrelas
Ontem participei como jurada do Festival Nacional de Poesia de Osasco – o FENAPO. Nunca tinha sido jurada deste tipo de evento, nem nunca tinha ido à Osasco. Peguei um trem na Estação Júlio Prestes e a São Paulo minúscula que eu conheço foi ficando distante. Na carona de moto até o Espaço Cultural Grande Otelo, fiquei viajando nos prédios, casas, esquinas, nas pessoas, na beleza do avesso daquela cidade. Osasco é uma mini São Paulo ainda mais bruta, ainda mais crua. Mas com uma vibração muito própria. Me pareceu um lugar de gente que trabalha muito e batalha e dorme no trem (e ainda faz poesia!).
O Espaço Cultural Grande Otelo é um teatro simpático no meio da cidade. Acolhedor, com cheiro de teatro de verdade, uma cortina vermelha de veludo e muita poesia no ar. O FENAPO contempla cinco categorias: Poesia Declamada, Poesia Encenada, Poesia Escrita, Foto-Poesia e Vídeo-Poesia. Eu fui jurada das últimas duas.
Achei incrível pessoas tão diferentes declamando poesia, falando de poesia, curtindo a palavra no seu sentido mais puro e criativo. Música, vídeo, foto, artes plásticas. Percebi que o verso permeia o cotidiano de todos nós, é rotina, instante, detalhe. Ontem pude ver letras e imagens e poetas de todos cantos, de todos os santos, de todos os gostos e tipos.
E por isso achei que o FENAPO cumpre seu papel com excelência. A poesia não é uma arte de massa e ainda assusta muita gente. Festivais como este aproximam mais o ser humano do infinito universo poético e permitem uma integração e uma troca de referências muito essenciais. O formato do evento é acertadíssimo: os jurados trocam ideias com os concorrentes de cada categoria, discutindo sobre suas obras após as apresentações. Uma troca intensa, da qual todo mundo sai ganhando.
E não podia ser diferente: subi no palco, declamei, conheci gente bacana, me emocionei com Castro Alves, Elisa Lucinda, Neruda, João Cabral, com as pessoas de lá. Afinal, acho que todo mundo tava ali pelo mesmo motivo: “entender como se sustentam as estrelas”, como diz a música oficial do evento. Né não?
O resto é prosa.
Agradeço de coração ao sempre gentil Flávio Tonnetti, por este convite bacana.
E quem quiser ver as declamações, vídeos, fotos e encenações, ainda dá tempo: este final de semana continua rolando a mostra do festival. Apareçam lá no Espaço Cultural Grande Otelo, em Osasco: Rua Dimitri Sensoud de Lavoud, 100.
POSTADO POR MARINA F. ÀS 07:22 0 COMENTÁRIOS
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PERFIL DE JURADO – LEANDRO OLIVA
Para que você conheça um pouco mais sobre quem são os profissionais que estão julgando cada categoria, estaremos publicando a cada dia um perfil de um jurado.
Perfil de Leandro Oliva, jurado da Categoria ENCENADA E DECLAMADA
Leandro Oliva - coordenador de projetos sociais, ator, administrador, diretor, professor de teatro, produtor, coreógrafo e dançarino.Atualmente é coordenador cultural do Projeto Vizinho Legal, da empresa Roche, situada no Jaguaré, e coordenador do projeto Artes Cênicas no Fernão, na EE Fernão Dias, em Pinheiros. Como ator, realizou participações nas novelas Vende-se um véu de noiva, no SBT e Da Cor do Pecado, na TV Globo. Trabalhou em teatro com diretores como Vladimir Capella, Débora Dubois e Nelson Baskerville (atualmente na novela Viver a Vida, da TV Globo), além de campanhas publicitárias.Foi assistente de direção de Bruno Barreto, na peça Dúvida, com Dan Stulbach, Regina Braga e outros; de Ariela Goldmann, em muitas peças, dentre elas Novas Diretrizes em Tempos de Paz, com Tony Ramos e Dan Stulbach (que gerou o filme Tempos de Paz, de Bosco Brasil – autor da próxima novela das 18h00 da TV Globo, com direção de Daniel Filho) e de William Pereira.Foi produtor executivo de espetáculos com Maitê Proença, Sérgio Britto, Antonio Nóbrega e Balet Guaíra. Coreografou espetáculos dirigidos por Ulisses Cruz, Cleide Yáconis, Marcelo Lazaratto, Marco Antônio Rodrigues, dentre outros, além de campanhas publicitárias do portal Terra e Itaú.Como professor de teatro, atualmente, ministra aulas no curso livre de teatro da FAAP. Lecionou dança e tearo no Teatro Escola Célia Helena, EAD-USP, Casa do Teatro, Fundação Gol de Letra e outros. Estudou dança de salão com Jaime Arôxa, sapateado americano com Kika Sampaio, danças brasileiras com Antonio Nóbrega e Rosane Almeida e danças étnicas com Ivaldo Bertazzo
Coordenação FENAPO 2009 VOCÊ EM CENA!
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Dia 25 é o dia da Grande Premiação – VOCÊ EM CENA!
Galera, o FENAPO já está a todo o vapor, quem ainda não foi, não sabe o que está perdendo. A Grande Final, o dia da premiação de todas as categorias via ser no dia 25 de Outubro, domingo, ás 18h no Espaço Cultural Grande Otelo.
Esperamos por vc!
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Programação FENAPO – Terça Feira
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Programação FENAPO – Quarta Feira
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Programação FENAPO – Quinta Feira
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Programação FENAPO – Sexta Feira




